terça-feira, 3 de março de 2020

A REVOLUÇÃO INGLESA

SOBRE A REVOLUÇÃO INGLESA, COMENTE AQUI O TEMA: 

"O PAPEL DA RELIGIÃO NA REVOLUÇÃO INGLESA".

(Escrever uma frase de sua autoria que explique como a religião interferiu nas mudanças políticas na Inglaterra)

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

7 ANO - GALILEU GALILEI

GALILEU GALILEI
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(15/02/1564 - 08/01/1642)

Destaca-se em: Astronomia, Física, Matemática

Origem: Itália

Cientista italiano e estudioso, Galileu Galilei fez observações pioneiras que foram base para a Física e a Astronomia modernas.
Nascido em 15 de fevereiro de 1564, em Pisa, na Itália, Galileu Galilei foi um professor de Matemática que fez observações pioneiras sobre a natureza com implicações permanentes para o estudo da Física. Ele também construiu um telescópio e apoiou a teoria de Copérnico, que fala de um sistema solar com o Sol como centro. Galileu foi acusado de heresia pela Igreja por suas crenças, e escreveu livros sobre suas ideias. Ele morreu em Arcetri, Itália, em 8 de janeiro de 1642.

Fascinado por matemática e física

A Matemática é o alfabeto que Deus usou para escrever o Universo
Galileu Galilei foi o primeiro dos seis filhos de Vincenzo Galilei, um músico e teórico de música muito conhecido, e de Giulia Ammannati. Em 1574, a família mudou para Florença, onde Galileu iniciou sua educação formal, no monastério Camaldolese.
Em 1583, Galileu ingressou na Universidade de Pisa para estudar Medicina, tornando-se fascinado pela Matemática e pela Física. Em Pisa, ele foi exposto à visão aristotélica do mundo, apoiada por ele, e estava no caminho para ser um professor universitário. Porém, por questões financeiras, precisou largar a universidade antes de se formar.

Carreira acadêmica

Não me sinto obrigado a acreditar que o mesmo Deus que nos dotou de sentidos, razão e intelecto, pretenda que não os utilizemos.
Galileu continuou a estudar Matemática e se sustentava dando aulas. Nessa época, ele publicou “The Little Balance” (A Pequena Balança), iniciando seus estudos de objetos em movimento, o que o trouxe alguma fama e um posto de professor na Universidade de Pisa, em 1589. Lá, Galileu conduziu suas experiências com objetos em queda e produziu seu manuscrito “Du Motu” (Em Movimento). Galileu ficou arrogante com seu trabalho e suas críticas a Aristóteles o deixaram isolado de seus colegas. Em 1592, seu contrato com a universidade não foi renovado. Mas Galileu rapidamente achou uma nova posição na Universidade de Pádua, ensinando Geometria, Mecânica e Astronomia.

Descobertas controversas

Conhecer a si próprio é o maior saber.
Em 1604, Galileu publicou “The Operations of the Geometrical and Military Compass” (As Operações do Compasso Geométrico e Militar”). Ele também construiu uma balança hidrostática para medir objetos pequenos. No mesmo ano, Galileu refinou suas teorias sobre objetos em queda e em movimento, e desenvolveu a lei universal da aceleração, além de começar a apoiar unicamente a teoria de Copérnico, de que o Sol é o centro do Universo e os planetas orbitam ao redor dele.
Em julho de 1609, Galileu desenvolveu seu próprio telescópio. Em agosto, ele começou a comercializá-lo. Sua ambição o levou além e ele começou a observar o céu, descobrindo que a Lua não era plana e macia, mas uma esfera com montanhas e crateras. Ele também demonstrou que Vênus tinha fases, como as da Lua, provando que o planeta orbitava ao redor do Sol. Ele descobriu ainda que Júpiter tinha luas que não orbitavam ao redor da Terra.

Briga com a Igreja

Falar obscuramente, qualquer um sabe; com clareza, raríssimos.
Em 1612, ele publicou seu “Discourse on Bodies in Water” (Discurso sobre Corpos na Água), refutando a explanação de Aristóteles sobre o motivo dos corpos flutuarem na água, dizendo que era por conta do seu formato plano. Galileu defendeu que o peso do objeto em relação à água era deslocado. Em 1613, ele publicou algumas observações sobre as manchas solares, que refutou a doutrina de Aristóteles de que o Sol é perfeito.
No mesmo ano, escreveu uma carta a um estudante explicando como a teoria de Copérnico não contradizia passagens bíblicas, pontuando que as escrituras foram escritas de uma perspectiva terrestre e implicando que a ciência tinha uma perspectiva diferente, mais precisa. A carta foi tornada pública e a Igreja pronunciou que a teoria de Copérnico era herege. Assim, Galileu foi proibido de defender a teoria sobre o movimento da Terra.

Processo de Inquisição

Quanto menos alguém entende, mais quer discordar.
Em 1623, um amigo de Galileu se tornou o Papa Urbano VIII. Ele permitiu que Galileu continuasse seu trabalho em astronomia e o incentivou a publicá-lo, na condição de ser objetivo e não defender a teoria de Copérnico. Em 1632, ele publicou “Diálogo sobre os Dois Principais Sistemas do Mundo”, uma discussão entre três pessoas: uma que apoia a teoria heliocêntrica de Copérnico , outra que argumenta contra e outra imparcial.
A reação da Igreja contra o livro foi rápida, e Galileu foi chamado a Roma. O processo de Inquisição durou de setembro de 1632 a julho de 1633. Galileu foi torturado e finalmente admitiu que apoiava a teoria de Copérnico. Ele foi condenado por heresia e permaneceu seus últimos anos sob prisão domiciliar, proibido de receber visitas ou imprimir seus trabalhos fora da Itália, duas sentenças que foram ignoradas por ele. Em 1634, uma tradução francesa de seu estudo das forças e seus efeitos na matéria foi publicado, e, um ano depois, cópias do “Diálogo” foram impressas na Holanda. Enquanto esteve em prisão domiciliar, Galileu escreveu “Discursos sobre as Novas Ciências”, um resumo de seu trabalho sobre a ciência do movimento e forças das matérias, que foi publicado na Holanda em 1638. Nessa época, ele já estava cego e com a saúde precária.

Morte e legado

Galileu morreu em Arcetri, perto da Florença, em 8 de janeiro de 1642, sofrendo de febre e palpitações. Nessa época, a Igreja não podia negar a crença na ciência e, em 1758, não mais proibiu as obras que apoiavam a teoria de Copérnico e, em 1835, deixou a oposição ao heliocentrismo.
No século 20 muitos papas reconheceram a obra de Galileu, e em 1992, o Papa João Paulo II expressou arrependimento sobre o caso. As contribuições de Galileu foram muito significantes para a nossa compreensão do Universo. Ele teve um papel muito importante na revolução científica e recebeu o título de “O Pai da Ciência Moderna”.

Vida pessoal

Em 1600, Galileu conheceu Marina Gamba, uma mulher de Veneza que lhe deu três filhos, os quais não foram reconhecidos por ele. Eles nunca se casaram, possivelmente, por conta de questões financeiras e pelo medo de que a ilegitimidade dos filhos ameaçasse sua posição social. Galileu enviou as duas filhas para o convento e seu filho Vicenzo se tornou um músico de sucesso.

Fonte: https://seuhistory.com/biografias/galileu-galilei



segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Código Civil Napoleônico

Hoje na História: Entra em vigor o Código Civil Napoleônico


Em 21 de março de 1804 entra em vigor o Código Civil francês, que seria consagrado como o Código Napoleônico.

Napoleão Bonaparte, conquistador insaciável, não deixou somente um passado de vitórias e derrotas. Ficou marcado na história como um dos chefes de Estado que construiu as instituições mais duráveis de seu tempo, como o Código Civil. O código consolida os vários textos, os reordena e emenda para formar um arsenal jurídico único a ser aplicado em todo o território e por todos os franceses, independente de sua condição econômica, social ou cultural, com uma gritante exceção: aboliu os direitos que as mulheres haviam adquirido na Idade Média.

Inspirando-se no direito revolucionário e no direito romano,  o código consagra os grandes princípios da Revolução: liberdade da pessoa; liberdade e segurança da propriedade; abolição do feudalismo, laicismo etc. No entanto, as mulheres não se beneficiariam dos mesmos direitos que os homens. Elas foram consideradas “civilmente incapazes”.

Mudanças 

Em 1800, o jovem general Napoleão Bonaparte, primeiro cônsul e chefe incontestável da França, deu início a uma árdua tarefa de rever o antiquado e confuso sistema legal francês. Nomeou uma comissão especial presidida por J.J. Cambaceres, o segundo cônsul e seu homem de confiança, com a função de supervisionar a comissão encarregada do Código, indicando o jurista Tronchet para coordená-la. Ao lado dele atuou Bigot de Préameneu e Portalis. A comissão se reuniu mais de 80 vezes para discutir e redigir um texto revolucionário. Napoleão esteve presente em quase metade dessas sessões.

Ele codificou diversos ramos do direito, inclusive o comercial e o penal. E dividiu o direito civil em duas categorias: o da propriedade e o da família. O Código Napoleônico tornou a autoridade do homem sobre suas famílias mais forte e privou a mulher de direitos individuais, reduzindo, igualmente, os direitos de filhos ilegítimos. A todos os cidadãos masculinos foi garantida a igualdade perante a lei. Ficou assegurado também o direito à dissensão religiosa, porém a escravidão colonial foi reintroduzida. As leis passaram a ser aplicadas em todos os territórios sob o controle de Napoleão e influenciaram diversos países da Europa e da América do Sul.

Pelo Código de Napoleão, o cidadão se inteirava que não havia mais ninguém que pudesse requerer privilégios devido ao sangue ou ao nascimento nobre. O Estado se separava da Igreja e doravante cada um podia escolher o caminho para o céu que melhor lhe aprouvesse, como abraçar a profissão que bem quisesse.

Para minar a transmissão das terras pelo princípio da primogenitura, os filhos agora tinham direitos iguais à herança paterna e o casamento somente adquiria legitimidade em frente a um juiz de paz. Napoleão, seguindo a doutrina liberal, pôs fim ao conceito religioso do enlace sagrado substituindo-o pelo contrato de casamento.

A figura importante do matrimônio deixou de ser o pároco e o altar para vir a ser o notário e o cartório. O casamento se tornou "un affair d'argent" (um negócio de dinheiro). Por conseguinte, reduzido o casamento a um ato secular regulamentado pelo Estado, o divórcio foi legalizado. A lei do Estado substituía, por assim dizer, a lei de Deus.

Nas questões familiares, Napoleão se deixou levar pelo lado italiano. Como na Roma Antiga, o pai era tudo - o pai patrão. Além de tutelar a mulher e a filha, até encarcerar um filho por seis meses era permitido. E se este manifestasse o desejo de se casar, tinha que ter a licença paterna.

Feudalismo substituído

Dois terços do código foram reservados à razão de ser do burguês na terra; a propriedade. O Código a libertou das teias feudais e a protegeu do estado, dizendo-a anterior a este. O cidadão era o indivíduo e seus bens. A sociedade das obrigações feudais, do vassalo para com o suserano, do servo para com o senhor, foi definitivamente substituída pela moderna sociedade do contrato, estabelecido entre indivíduos livres, dotados de autonomia.

A velha ordem estamental baseada na herança e nos direitos de sangue foi definitivamente suplantada pela sociedade de classes. A exacerbação do individualismo existente no código se deve à necessidade de afirmar sua total independência frente aos poderes que o prendiam ao passado, quando se submetia à vontade do nobre, do padre, e da corporação ou guilda profissional a que pertencia.

O código foi a concretização de uma dupla expectativa do Iluminismo: fazer com que as leis fossem submetidas a uma ordenação determinada pela razão - desejo de Montesquieu - e obra de um déspota ilustrado - como esperava Voltaire.

*Com informações do site educaterra.terra

Fonte: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/3317/conteudo+opera.shtml

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Os reais mistérios de Leonardo da Vinci

Os reais mistérios de Leonardo da Vinci

Para além das conspirações, um gênio realmente incomum


Talvez nenhuma pessoa jamais tenha representado tão bem um período da história quanto Leonardo da Vinci. Chamado de “o homem da Renascença” (época caracterizada pela valorização do homem e da natureza), ele, ao longo de seus 67 anos de vida, envolveu-se até o pescoço nos experimentos científicos e artísticos que marcaram o fim da Idade Média na Europa. Da Vinci foi brilhante em praticamente todas as atividades em que se meteu: foi pintor, engenheiro, inventor, músico (compunha e tocava lira), arquiteto, escultor, astrônomo e escritor. E fez tudo isso de uma forma inovadora, revolucionária – genial mesmo.
Por isso, e por outro tanto de coisas que você vai ler nesta matéria, sempre foi motivo de polêmica. Durante sua vida, em suas centenas de biografias, e mesmo hoje, quase 500 anos depois de sua morte, o que se escreve sobre ele ainda faz aumentar a aura de mistério que cerca sua vida e sua obra. “Já foi dito que ele é o verdadeiro autor do Sudário de Milão, que se auto-retratou na Mona Lisa, que era maníaco-depressivo e que praticava experiências de alquimia”, diz a americana Sarah B. Benson, do departamento de Arte da Universidade de Princeton, em Nova York. Daí a dizer que ele foi líder de uma sociedade secreta e que escondeu em suas obras mensagens cifradas que provam que Jesus escapou da crucificação e fugiu com Maria Madalena para a França, vai uma grande diferença. Mas, afinal, o que há na vida e na obra de Da Vinci que levanta tanta polêmica? O que se sabe realmente sobre ele? Por que tanta gente acredita que ele foi um misterioso guardião de segredos indecifráveis?
Infância Humilde
Filho ilegítimo de Caterina, uma camponesa de 16 anos, e de Ser Piero di Antonio, um tabelião 30 anos mais velho, Leonardo nasceu no dia 15 de abril de 1452, num povoado perto de Vinci, a cerca de 50 quilômetros de Florença, na Itália. Teve 17 meios-irmãos: 12 por parte de pai e cinco por parte de mãe. Na época, a Itália nem era um país, mas um amontoado de cidades-reinos, como Milão, Verona, Nápoles, Gênova, Veneza, além da própria Florença, que rivalizavam entre si e se organizavam em volta do poder religioso e político de Roma e do papa.
A instabilidade política da região não afetou, no entanto, a infância do pequeno Leo, que cresceu sob os cuidados do pai e da madrasta, que lhe proporcionaram educação básica: aprendeu a ler, escrever e amarrar os sapatos. E, tirando o talento precoce para as artes, nada em sua juventude fazia prever destino tão especial. Foi na adolescência que o gênio de Leonardo começou a surgir. Segundo seu primeiro biógrafo, o italiano Giorgio Vasari, que escreveu Vite dei Più Eccellenti Architetti, Pinttori et Escultori Italiani (“Vida dos melhores arquitetos, pintores e escultores italianos”) apenas 30 anos após a morte de Da Vinci, consta que ele aprendeu sozinho latim, matemática, anatomia humana e física. Passava horas tentando melhorar um desenho. Quando morava com o pai, em Vinci, Leonardo foi encarregado de ilustrar o escudo de um fazendeiro local. Escolheu fazer uma coisa inspirada na mitológica Medusa, aquela que tinha cobras no lugar dos cabelos. Para realizar o trabalho da maneira mais realista, reuniu serpentes, lagartos e outros pequenos animais para servirem como modelo. Um dia seu pai entrou no ateliê e encontrou o filho trabalhando em meio a animais em decomposição. Estava tão absorto que nem sentia o mau cheiro dos bichos mortos. Quando tinha lá seus 20 anos, foi aceito como aprendiz no ateliê do artista Andrea Verrochio, em Florença. Lá conseguiu seus primeiros trabalhos e, com o tempo, obteve notoriedade – de bom pintor e de nunca entregar suas obras no prazo. Ficaram famosas suas pinturas inacabadas. Algumas chegaram aos nossos dias, como o retrato de São Jerônimo, em exposição no Museu do Vaticano. Trabalhou para a Igreja, fez amigos entre os poderosos e conseguiu alguma fortuna. Foi patrocinado por Lorenzo de Médici, o todo-poderoso de Florença, e em 1502 acabou nomeado arquiteto e engenheiro geral para as regiões de Marche e Romagna por César Bórgia, o capitão-geral do exército (e filho) do papa Alexandre VI. Outro fã de suas obras foi Ludovico Sforza, duque de Milão.
Leonardo nunca se casou e na juventude, em 1476, chegou a ser réu no processo de sodomia de Jacopo Saltarelli, um colega aprendiz como ele, mas a acusação foi arquivada. Hoje, o movimento gay busca clamar seu nome como uma das mais brilhantes figuras históricas homossexuais, mas os historiadores ainda discutem se ele era mesmo gay.
Viajou pela Europa e cultivou inimigos tão poderosos e brilhantes como ele. Michelângelo, um de seus maiores rivais, costumava se referir a Leonardo como “aquele tocador de lira de Milão”. Emigrou para a França, onde foi amigo do rei. Dos reis, na verdade. Tornou-se o preferido da corte de Luís XII e, mais tarde, amigo pessoal e confidente de seu sucessor, Francisco I. Dele ganhou uma casinha (o castelo de Cloux), onde viveu seus últimos dias. Morreu em 1519, dizem, dormindo. Segundo seu desejo, seu caixão foi acompanhado por 60 mendigos. Leonardo deixou um legado enorme entre quadros, desenhos e manuscritos. Apenas pouco mais de 20 de suas pinturas sobrevivem até hoje, entre elas algumas das mais famosas pinturas de todos os tempos, como a Mona Lisa e A Última Ceia. Fora os protótipos de invenções que só seriam concretizadas séculos depois, como o pára-quedas, o escafandro e o tanque de guerra.
Lado oculto
Da Vinci viveu na mesma época que Cristóvão Colombo, Maquiavel, Michelângelo, Martinho Lutero e Nostradamus. Enquanto ele pintava Mona Lisa, Pedro Álvares Cabral navegava pelo Atlântico em direção ao Brasil. Mas o que em sua vida ou suas telas deu margem a teorias conspiratórias? Leonardo era tão diferente e misterioso assim? Sua obra ou sua vida permitiram que tantos anos depois tanta coisa fosse inventada sobre ele?
A resposta é sim. Da Vinci dava sopa para o azar. E, apesar de ele ser, de certa forma, típico de seu tempo, tinha lá suas manias. Primeiro, criou sua própria linguagem em código. Quando não escrevia ao contrário, da direita para a esquerda – fazendo que sua caligrafia só fosse compreendida quando vista no espelho –, usava um tipo de taquigrafia estranhíssima, na qual usava parte de palavras ou símbolos e não letras para exprimir idéias. Prato cheio para quem enxerga conspirações em todo lugar.
”Seus interesses ultrapassavam o campo artístico”, afirma Christopher Witcombe, professor do departamento de História da Arte da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos. Ele especulou pela anatomia, biologia, física e engenharia. Leonardo amava sua arte e acreditava que “o amor a qualquer coisa é produto do conhecimento, sendo o amor mais ardente quanto mais seguro é o conhecimento”, conforme escreveu. Era um profundo estudioso das técnicas que, segundo sua visão, seriam complementares à sua arte. Ele dissecou corpos humanos e de animais para compreender a posição de ossos e como funcionavam músculos e tecidos. Desenvolveu e utilizou lentes para projetar imagens e melhor reproduzir seus modelos, desenvolvendo técnicas aplicáveis às suas obras, como os planos de perspectiva, ponto de fuga etc. Estudou a química das substâncias para desenvolver suas próprias tintas, especulou sobre a matemática e a filosofia. Da Vinci foi um cientista-artista tão fascinado pelos mistérios do Universo e pelos enigmas do corpo humano quanto pelas possibilidades de aplicar esses conhecimentos em suas obras.
Mas, tirando a letra invertida, o resto não era coisa assim tão rara na Europa do fim do século 15, época em que as fronteiras entre ciência, misticismo e arte não eram tão definidas. Leonardo cruzou esses limites mais vezes e com muito mais facilidade que os sacoleiros de Ciudad del Este. “As linhas mestras do pensamento renascentista, das quais Leonardo era não só um seguidor, mas um entusiasta, misturavam o humanismo grego a experiências alquimistas e conhecimentos herméticos. E isso aliado a experimentações protocientíficas, como dissecação de cadáveres e observação de astros, que estão na raiz do nascimento das modernas medicina e astrofísica”, diz Witcombe. Ciência e misticismo andavam de mãos dadas no fim do século 15, começo do 16. E ambas eram recebidas com um olhar torto pela Igreja.
A única fronteira que não se devia atravessar naquela época era a religiosa. Com o sagrado era difícil brincar, ainda mais no caso de um artista, numa época em que a Igreja (assim mesmo, com letra maiúscula, para indicar a instituição com sede em Roma e representada em toda a Europa por bispos e padres católicos) era a principal cliente de pinturas e esculturas. Segundo a professora Sarah B. Benson, os artistas renascentistas escondiam suas crenças e convicções pessoais em pinturas encomendadas pela igreja. Além disso, Da Vinci de fato recheava suas pinturas de símbolos e mensagens cifradas. “Ele realmente espalhou uma série de símbolos não-cristãos em seus quadros – que vão dos que aparecem agora no cinema e foram citados por Dan Brown(– até pintar a si mesmo como João Batista e o anjo Gabriel em algumas obras”, afirma Sarah. Em A Virgem das Rochas, ele introduziu plantas utilizadas em rituais mágicos.
O mito
Até agora temos um típico sujeito da Renascença. Um gênio, metido com alquimia e medicina primitiva. Um pintor que desenvolveu técnicas revolucionárias. Mas esse não é o assunto desta matéria. Nosso desafio é explicar por que essa obra genial se presta até hoje a interpretações pouco convencionais, com claras tendências fantasiosas. Para o historiador norte-americano George Gorse, da Universidade de Pomona, nos Estados Unidos, a resposta pode estar na própria arte e no talento de Da Vinci. “Sua obra é universal, pois fala com cada pessoa de maneira particular. E é isso que o torna mais interessante e faz com que, após tantos anos, ele continue sendo uma figura indecifrável, tão sedutora quanto a imensidão e a beleza de sua obra. Sempre haverá o que ser descoberto sobre um artista tão genial”, diz George.
Isso equivaleria a dizer, em termos populares, que a universalidade da obra de Leonardo (isso que faz cada pessoa ver um – ou algum – sentido nas pinturas dele) fez com que ela atravessasse o tempo, tornando-se algo cujo significado fosse adaptado aos diferentes períodos da história e continuasse fascinando a imaginação de tanta gente. A obra de Leonardo atravessou os séculos, adaptando-se aos gostos e linguagens de cada época. Como ícones de um passado comum, suas obras foram assumindo um caráter que tem muito mais a ver com o espírito do tempo presente do que com o tempo ou a realidade que o autor procurou exprimir. Ou seja, fala muito mais sobre o tempo de quem a vê (seja hoje, seja no século 19) do que sobre o tempo de quem a pintou ou de quem está retratado nela.
Por exemplo, na década de 1960, sua obra mais famosa, a Mona Lisa, se tornou símbolo da cultura pop. Quando resolveu promover o Dadaísmo, movimento artístico que pregava o absurdo e o desprezo pela arte tradicional, Marcel Duchamp (1889-1968) pintou bigodes numa réplica Mona Lisa. Ele não poderia ter escolhido obra mais representativa para mandar seu recado. Tornou-se símbolo de uma arte descartável, presa em molduras de madeira, vazia de significado. Um rosto de mulher, como uma foto de Marilyn Monroe, que pode ser copiada, e copiada, e copiada.
Hoje, o que nos leva de volta à obra de Da Vinci é outra coisa. Procuramos no passado respostas para os anseios que a sociedade moderna tem. Na era da superciência, os homens tendem a procurar respostas mais simples. Afinal, deve existir alguma resposta lógica para tudo, não é? Deve haver algo que nos conecte a todos. Uma rede que faça sentido, uma “matrix”, um código que explique quem somos e por que estamos aqui. Vivemos numa época propícia para teorias que desconstroem a realidade como a conhecemos, oferecendo uma versão convincente – e mais fascinante – da vida, da nossa história, do nosso passado.
Por fim, há um fator que faz de Da Vinci um forte candidato às conspirações. Ele é famoso. E esse fato se virou contra Leonardo. “Parte do mistério que se imputa à obra, à vida e a tudo que se relacione com Da Vinci é motivado pelo simples fato de ele ser famoso”, diz George. Ou seja, ele é famoso porque se fala dele. E fala-se dele porque ele é famoso. O que adiantaria se Travis Di Montemore tivesse escondido segredos em suas obras?
“Da Vinci entrou para a história como um dos homens mais brilhantes que pisaram esta Terra e também como um dos mais misteriosos”, diz o historiador inglês Kenneth Clark, professor de História da Arte em Oxford e ex-curador do Museu Britânico. “E, por mais que se escreva sobre ele, apesar das muitas interpretações a que sua vida e obra deem margem, ainda haverá espaço e material suficientes para se formularem muitas outras teorias sobre ele.”
Em tempo, Travis Di Montemore foi um pintor italiano – de pais franceses – que obteve sucesso e fama no século 16. Seus dotes artísticos eram disputados por reis, sua atenção pelas rainhas. Caiu no esquecimento no século 18 e nunca, nunca mais alguém ouviu falar dele. Não, nem Dan Brown.

Saiba Mais
Leonardo Da Vinci, Martin Kemp, Jorge Zahar Editor, 2005
Da Vinci – 101 Segredos do Maior Gênio da Humanidade, Cynthia Phillips e Shana Priwer, Alegro, 2005
Leonardo Da Vinci, Kenneth Clark, Penguin, 1993
fonte: http://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/personagem/os-reais-misterios-de-leonardo-da-vinci.phtml#.WWOo6YTyvIU

terça-feira, 2 de maio de 2017

8º ANO RELIGIÃO - AUMENTE SUA AUTOESTIMA

 Quando conseguimos ver no espelho um adolescente cheia de qualidades é sinal de que nosso amor-próprio vai muito bem. Porém, basta enxergar mil problemas e está feita a confusão: nesse caso, a auto-estima precisa de uma injeção de ânimo. Infelizmente, a maioria dos adolescentes faz parte da turma das não muito contentes assim. “Na adolescência, o corpo muda muito rápido. Para ajudar, os jovens são cobrados demais: pela escola, pelos amigos, pela família. E é difícil mesmo manter as emoções sob controle. É natural ter um certo medo de crescer”, diz a psicóloga Márcia Ferreira. Como conseqüência, começamos a achar que não vamos dar conta, pinta o desânimo, a tristeza e a frustração. Para passar longe disso, vale a pena se esforçar para aprender a cuidar dessa pessoa tão importante e especial: você! (Pratique todos os dias as nossas dicas, tá?)
1. Tente descobrir seu lado mais bonito.
Já reparou como temos um ângulo que fotografamos melhor? Com as coisas que estão dentro da gente, funciona do mesmo jeito. Assim como um nariz pontudo, também temos um orgulho bobo, uma timidez que nos deixa meio paralisadas às vezes. Mas tente “tirar uma foto” de si mesma sem que esses “defeitos” fiquem em evidência. Perceba as boas lições que já aprendeu, as amizades que fez, as vitórias que alcançou – por menores que sejam. Nada aconteceu por acaso e, sim, porque você tornou possível.

2. Aceite seu jeito de ser.
Você até pode – e deve – mudar o cabelo se ele estiver incomodando. Os tratamentos de beleza estão aí pra isso mesmo. Também dá para melhorar aquela mania de querer que a sua vontade seja feita sempre ou outra mania qualquer. Mas é legal saber que nem tudo pode ser modificado e algumas coisas até mudam, porém, levam tempo. Foque no que lhe faz bem e esqueça o resto.

3. Esqueça as comparações.
Tudo bem admirar as qualidades das outras pessoas e querer copiar as coisas boas, mas nem sempre o caminho escolhido por uma pessoa que a gente curte é o que vai nos fazer felizes. Por isso, o mais importante é saber o que você deseja. Tenha a coragem de decidir seu próprio destino, baseando-se nos seus valores e nas suas vontades. Que tal olhar mais para dentro de si mesma.

4. Comemore as pequenas vitórias.
Conseguiu conversar com a sua mãe em vez de brigar e ainda a convenceu de deixá-la sair? Foi bem na prova daquela matéria difícil? Pediu desculpas a um amigo que tinha magoado? Tudo isso são sinais de que você está se tornando uma pessoa cada vez melhor. Diga isso a si mesma sempre que algo bom acontecer.

5. Faça o que gosta.
Busque atividades que considere gostosas: um esporte, um curso de guitarra ou qualquer outra forma de passatempo. Quando fazemos algo que nos diverte e nos faz sentir mais leves, acabamos alcançando bons resultados, e aí nos sentimos mais fortes para encarar desafios maiores.
6. Afaste-se das pessoas que sempre colocam você lá embaixo.
Se o seu amigo de vez em quando pisa na bola, até passa. Mas se ela vive inventando apelidos chatos ou coloca você em situações de humilhação, fuja! Vá atrás de pessoas que mereçam o seu amor e a sua amizade.

7. Cole em quem lhe faz sentir bem.
Já que a regra é ficar na boa e ser feliz, um caminho legal é procurar a companhia de pessoas que realmente têm a ver com você, que demonstrem carinho especial pelos seus sentimentos e idéias. O amor faz bem.

8. Corra o risco de errar.
Tá cheio de adolescente que morre de medo de beijar porque não sabe direito o que fazer na hora H. Tem também os que não querem namorar porque têm medo de sofrer, se rolar uma separação. Elas não contam com o fato de que, enquanto durar o romance, vão curtir e aprender um monte. É com a experiência que a gente vence os desafios e se prepara para enfrentar outros maiores.

9. Dê menos atenção à opinião dos outros.
Já reparou como a gente perde boa parte da vida tentando impressionar uma galera que nem conhece bem? Sim, porque os amigos de verdade já gostam mesmo da nossa companhia e vai ser difícil estragarmos isso. Que tal começar a colocar as suas idéias e os seus objetivos em primeiro lugar?

10. Ria dos foras que dá.
Com bom humor, o pior tombo do mundo ou a maior bobagem – dita em alto e bom som na classe – ficam do tamanho que são: pequenos e insignificantes. Logo, os outros vão esquecer e, enquanto isso não acontece, ria do seu próprio mico.
11. Tenha objetivos.
Para viver mais feliz com você mesmo, trace metas, algumas mais fáceis – como passar de ano na escola – e outras que só vai atingir com o tempo – como fazer um intercâmbio. Se esforçar para alcançar essas coisas, dá um sentido especial à vida.

12. Aceite os elogios.
Quando alguém comenta que o seu tênis é lindo, você diz que “pagou baratinho”? Tente dizer “obrigado” e aceite que merece ser admirado.

13. Converse sobre suas encanações.
Enquanto estamos trancados no quarto alimentando nossos grilos, nenhuma solução aparece. Mas conversar com um amigo, com os pais ou mesmo com um psicoterapeuta sobre o que incomoda é dar o primeiro passo para ser ajudado. Peça ajuda a quem confia.

14. Seja flexível.
Você planejou todos os detalhes da sua festa e, de repente, percebeu que não ia rolar como tinha sonhado? Ou esperou semanas para ficar com um crush e achou que nem foi tudo isso? Estar preparado para as mudanças repentinas é a maneira mais fácil de não se frustrar tanto. Acontece e pronto!

15. Não dependa dos outros para ser feliz.
Basta que alguém venha com uma crítica, para a auto-estima ir lá no pé? Aceite simplesmente que ninguém no mundo conseguiu até hoje satisfazer a todos com as suas atitudes. Se puder agradar a si mesmo – ou às pessoas que são mais importantes na sua vida – já está de bom tamanho.
16. Divida seus bons sentimentos.
Em vez de cair matando na falha de alguém, elogie algo que ele tem de bom, mande torpedos dizendo o quanto gosta dos seus amigos, escreva para seus pais. Essas pequenas coisas nos fazem sentir muito bem!

17. Tente ser otimista.
Jogue-se na vida, sem pensar duas vezes. Até pinta uma tristezazinha de vez em quando, porque nem tudo sai como a gente gostaria. Nesses momentos lembre-se de algo legal, divertido ou mesmo de alguém que ama muito. Assim, as alegrias vêm em dobro.

18. Valorize o que tem de bom.
Faça uma listinha dos melhores amigos, das coisas mais legais que aprendeu, das suas qualidades. Tudo isso ajuda a espantar a baixa auto-estima.

19. Descubra o seu estilo.
Já passou uma tarde em frente ao espelho experimentando roupas, arriscando uns penteados malucos ou um make de festa? É assim que descobrimos o que mais combina com a gente. Faça esse exercício até gostar de verdade do que vê no espelho.

20. Acredite que você merece o melhor.
Se a vida está lhe dando menos do que gostaria, não perca tempo reclamando. Pense em objetivos, que lhe farão mais feliz, e batalhe por eles. Vai ver que, com persistência e dedicação, chegará cada vez mais longe.
Fonte: http://atrevida.uol.com.br/arrasa/tudo-de-bom/20-dicas-para-elevar-sua-autoestima/138/1 (adaptado)

8º ANO HISTÓRIA - FESTA DO CHÁ EM BOSTON


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FESTA DO CHÁ EM BOSTON

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PROF, VALTER